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Parque Estadual da Serra da Tiririca (PEST)
(Lei n.º 1.901, de 29/11/91 e Decreto n.º 18.598, de 19/04/93)

 Parque criado pela Lei Estadual 1.901, de 29 de novembro de 1991, e teve os limites provisórios descritos pelo Decreto Estadual 18.598, de 19 de abril de 1993. É o único Parque Estadual que teve a criação motivada por vontade popular. Uma comissão, integrada por órgãos públicos e entidades ambientalistas, elaborou, conforme previsto na lei que criou a unidade, uma proposta de delimitação definitiva. Esta proposta, pela qual é incorporado ao Parque o Morro das Andorinhas (situado entre Itaipu e Itacoatiara) e excluídas áreas objeto de antigos loteamentos, está em fase final de análise para ser encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pela Governadora Rosinha Garotinho.

Com recursos do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), estão sendo construídas a sede do Parque, em Itaipuaçu, e a sub-sede, em Itacoatiara.

Com área potencial de aproximadamente 2.400 hectares (24 quilômetros quadrados), o Parque Estadual da Serra da Tiririca abrange terras das Regiões Leste e Oceânica do município de Niterói e parte do bairro de Itaipuaçu, pertencente ao município de Maricá.

O Parque abrange uma parte marinha, que vai da ponta de Itaipuaçu (Morro do Elefante, também conhecido como Alto Mourão) e avança 1.700 metros sobre o mar, até alcançar o ponto de encontro da Praia de Itacoatiara com o costão rochoso da Pedra de Itacoatiara; e uma parte continental, que incorpora a área de cobertura vegetal da Serra da Tiririca e áreas adjacentes.

A Serra da Tiririca constitui um dos contrafortes da Serra do Mar, composto de elevações denominadas de Pedra do Elefante (Alto Mourão), Morro do Telégrafo, Morro do Catumbi, Pedra de Itacoatiara e Agulha Guarischi, dentre outros. O relevo apresenta trechos bastante acidentados, com inclinações superiores a 50 graus, aparecendo afloramentos rochosos considerados monumentos geológicos, como a Pedra de Itacoatiara e o Morro do Elefante, o mais elevado, com 412 metros de altitude. A vegetação da Serra da Tiririca sofreu o mesmo processo histórico de degradação da Floresta Atlântica, que se iniciou no período colonial. Mais recentemente, na primeira metade do século XX, suas terras foram utilizadas para citricultura e cultivo de banana. A diminuição do uso agrícola favoreceu a regeneração natural da cobertura vegetal, que, hoje, denota diferentes estágios de sucessão. O ambiente natural reconstituído abriga valioso patrimônio genético representativo da fauna e flora do Estado, inclusive com espécies raras e ameaçadas de extinção.

Estudos realizados pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro identificaram 350 espécies vegetais nas imediações do Alto Mourão, a maior parte delas típica de Mata Atlântica. Na região da Pedra de Itacoatiara e da Enseada do Bananal pode-se encontrar mata de restinga; e no topo do Morro do Elefante e em alguns trechos da Pedra de Itacoatiara, uma vegetação herbácea rupícola. Em afloramentos rochosos e encostas íngremes, observa-se a presença de espécies cactáceas, sendo mais freqüentes Ripsalis sp. e Austrocephalocereus fluminensis, e entre as bromélias, a Vriesea regina, encontrada nos paredões e demais encostas desprovidas de vegetação arbórea e arbustiva. Nessas áreas, verifica-se a predominância de palmáceas. Entre as espécies dos topos dos morros, destaca-se baba-de-boi ou jerivá. Em meio à mata regenerada são encontradas espécies remanescentes do ciclo econômico do café, com a presença de espécies quase desaparecidas da região, como palmito e figueira-da-terra ou caiapiá.

Apesar dos poucos dados disponíveis na região sobre a fauna, sabe-se que a entomofauna é considerável em espécies, porém numericamente abundante em indivíduos. A fauna marinha apresenta grande riqueza, destacando-se a presença das tartarugas marinhas Caretta sp. e Dermochelys sp. Na baixada de Itaipuaçu, ainda existem raros exemplares do teiú e do ameaçado jacaré-do-papo-amarelo.

Da avifauna foram identificadas e registradas aproximadamente 130 espécies, destacando-se tucano-do-bico-preto, jacupemba, maitaca, sanhaço e gavião-de-cauda-branca, este último originário do interior, mas que invadiu a área litorânea fugindo dos desmatamentos. São encontradas várias espécies migratórias usando o Parque como ponto de invernada e local de reprodução.

Há registros de espécies de maior porte como, por exemplo, jaguarundi e preguiça. Algumas espécies ameaçadas relevantes são preguiça, gato-do-mato, jabuti-de-cabeça-vermelha e tamanduá-bandeira.

Administrador: Adriano Lopes de Melo

Endereço:
Rua Domingues Barboza, s/n – Recanto de Itaipuaçu – Niterói/RJ
Telefone: (21) 2638-4813

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